Quebrando o Silêncio leva multidão às ruas de Belém

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Quebrando o Silêncio leva multidão às ruas de Belém

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Participantes visitaram moradores e instruíram sobre como denunciar

Belém, PA... [ASN] Na manhã do dia 24 de agosto, as ruas Belém amanheceram diferentes. A comunidade recebeu a caminhada da paz com a participação de homens, mulheres e crianças que disseram não à violência e um grito pela paz. Os participantes da campanha Quebrando o Silêncio distribuíram panfletos informativos com dados sobre a violência doméstica no Brasil, mostrando que existem formas de combater todo e qualquer tipo de violência. O grupo estimulou as pessoas a denunciar qualquer ato dessa natureza.

A caminhada foi uma das ações do projeto, que tem como um dos seus objetivos formar multiplicadores. “Pessoas que tenham o conhecimento do que fazer pra ajudar numa situação de trauma de violência. Precisamos informar. Neste ano, a iniciativa foca a criança, mas não se esquece de nenhum outro nível de idade”, destaca a professora Cybelle Florêncio, coordenadora da campanha para o Amapá e Norte do Pará. “Estamos aqui para informar e formar multiplicadores. Cada pessoa que recebe informação do projeto está pronta pra informar para outra pessoa com quem ela tenha contato.”

Diferentes gerações levaram o mesmo pedido: o fim da violência doméstica.

No sábado à tarde, às 16h30, a Igreja Adventista do Sétimo Dia promoveu uma caminhada pela orla da cidade. Cerca de cinco mil pessoas participaram de uma passeata contra a violência, com o apoio da Polícia Militar do Estado do Pará. Junto à multidão estavam as Escolas Adventistas da grande Belém que, com seus alunos, professores e diretores, também somaram forças carregando faixas e cartazes com mensagens de esperança para a sociedade. O propósito era divulgar a iniciativa e estimular pessoas que sofrem violência a denunciar seus agressores.

Para a moradora Tânia Cristina, esse tipo de manifestação é bastante positiva para a sociedade. “Acho isso muito lindo. Diferente do que a gente vê na TV, manifestação com violência, desrespeito com as mulheres e crianças”, disse.

“Essa saída às ruas, essa manifestação pacífica de um povo que é educado, ordeiro e cristão significa que nós, adventistas do sétimo dia, não aceitamos nenhuma forma de violência, principalmente a domestica, porque o lar é um lugar de paz, um lugar onde as pessoas se sentem seguras, mas infelizmente ela tem afetado os lares. E essa multidão quer dizer isso à sociedade”, comenta o pastor Geison Florêncio, presidente da Igreja Adventista para a região.  [Equipe ASN, Jackson França]