Release: Quebrando o Silêncio

Ações de conscientização vão marcar Dia de Combate ao Abuso de Crianças

Os números do próprio governo brasileiro deixam claro que os casos de abuso sexual infantil ainda são preocupantes. Estatísticas do serviço do Disque 100, da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), apontam uma queda entre 2013 e 2012 na quantidade de denúncias recebidas por meio desse telefone. Mesmo assim, o ano passado (2013) fechou com 26.613 denúncias de abuso sexual contra menores de 18 anos. Em 2012, o número era de 31.551. Com a proximidade da Copa do Mundo de 2014, sediada pelo Brasil, a preocupação com o tema é maior ainda e se observa o risco do crescimento de outro tipo de crime praticado e chamado de turismo sexual infantil. No próximo dia 18 de maio, quando é lembrado o Dia Nacional de Combate à Exploração Sexual de Crianças, organizadores do projeto Quebrando o Silêncio vão realizar ações de conscientização em várias cidades brasileiras, muitas delas sedes de jogos do campeonato mundial de futebol.

Wiliane Marroni, coordenadora sul-americana do Quebrando o Silêncio, explica que a ideia é que nessa cidades atividades criativas (como balões com mensagens e outras iniciativas) chamem a atenção para o problema do abuso sexual e do turismo sexual também. Materiais impressos serão entregues às pessoas que forem até alguns locais de grande concentração de público. “Estudos recentes indicam que a exploração sexual infantil se transformou no terceiro mais rentável comércio mundial, atrás apenas da indústria de armas e do narcotráfico. Pesquisas revelam que há cerca de 10 milhões de crianças envolvidas no comércio do sexo. O problema é mais grave na maioria dos países da América do Sul e da Ásia, onde o turismo sexual abre as portas para o tráfico de pessoas, repetindo o flagelo da escravidão em pleno século XXI”, comenta.

A psicóloga Karyne Correia, que também faz parte do projeto, afirma que casos de abuso sexual ocorridos no ambiente familiar podem provocar traumas que se refletirão por um grande período de tempo ou até mesmo por toda a vida. Ela ressalta que, quando se fala de abuso, é preciso compreender que isso engloba não apenas questões sexuais e violência física mas também a violência psicológica. “A superação desse tipo de violação é bastante difícil e exige tempo, por isso evitá-la é sempre melhor”, comenta.

Sobre o Quebrando o Silêncio — O projeto Quebrando o Silêncio existe há 12 anos e é mantido pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. Tem o objetivo de ajudar a diminuir a violência doméstica praticada contra mulheres, crianças e idosos. O projeto produz duas revistas informativas (uma voltada aos adultos com artigos e orientações e outra em linguagem infanto-juvenil) e um site (www.quebrandoosilencio.org).

Como denunciar — Por meio do telefone 100, é possível denunciar violência de qualquer tipo. O serviço funciona das 8 às 22 horas, inclusive finais de semana e feriados.
É possível enviar e-mail pelo [email protected]

Assessoria de Imprensa Nacional do Quebrando o Silêncio
Felipe Lemos – (61) 8121-1723 – [email protected]

 

Quebrando o Silêncio alerta contra perigos da Internet para crianças

Crianças e adolescentes em contato com o mundo virtual por meio de telefones, computadores ou tablets é uma realidade inevitável. Os riscos de crimes nesse ambiente também aumentam. Levantamento feito pela empresa de segurança Kaspersky Lab, a partir da ferramenta de Controle dos Pais, mostrou que mais de 52 milhões de tentativas de visitas a redes sociais e mais de 25 milhões de tentativas de acesso a sites pornográficos foram registrados nos cinco primeiros meses desse ano. O projeto Quebrando o Silêncio aposta na orientação e educação como instrumentos eficazes para diminuir esse perigo. Neste ano (2013), a ênfase da campanha voltada às crianças está no tema Perigos em rede.

A coordenadora sul-americana do projeto, Wiliane Marroni, explica que foi produzida uma revista com linguagem adaptada ao público infantil que enfoca as ameaças principais no ambiente virtual. “A campanha desse ano chama a atenção de pais e mães para a necessidade de auxiliar seu filho a conviver de maneira saudável na web. A revistinha, impressa e em formato eletrônico, também ensina os pequenos a tomarem alguns cuidados”, ressalta a coordenadora.

Do virtual ao real — Na prática, ninguém se insurge contra o uso de tecnologias. A preocupação de educadores e demais profissionais da área é com a educação para o comportamento de crianças e adolescentes na Internet. É o que pensa, por exemplo, a psicóloga Karyne Correia, mestre em psicologia e que trabalha com conteúdo para Internet há cinco anos. “Aceitamos muito bem os sites de relacionamento, e já era de se esperar, já que somos seres (humanos) sociais. Contudo ainda sentimos o desejo do contato físico, do toque, do aproximar-se.

E na ânsia de transpor o relacionamento unicamente virtual, muitos (de crianças a adultos) têm arriscado suas vidas. A necessidade de ser virtualmente popular favorece comportamentos de exposição que colocam em risco a segurança pessoal e familiar. O relacionamento virtual, envolto pela sedutora roupagem do novo e do desconhecido, tem sido uma porta de entrada para a violência. Não podemos (nem precisamos) fugir da tecnologia, mas podemos ensinar as pessoas a usá-la de forma mais segura”, analisa a profissional.

Sobre o projeto — Quebrando o Silêncio é um projeto educativo e de prevenção contra o abuso e a violência doméstica promovido anualmente pela Igreja Adventista do Sétimo Dia em oito países da América do Sul, (Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai) desde o ano de 2002.

A campanha se desenvolve durante todo o ano, mas uma das suas principais ações ocorre sempre no quarto sábado do mês de agosto. Este é o “Dia de ênfase contra o abuso e a violência”, quando ocorrem passeatas, fóruns, escola de pais, eventos de educação contra a violência e manifestações na América do Sul.

Clique aqui e leia a revistinha em formato eletrônico

Assessoria de Imprensa do projeto na América do Sul
Felipe Lemos (61) 8121-1723