Relações interpessoais e os três comportamentos que podemos ter

shutterstock_144653342Como cidadãos de qualquer país ou cidade, temos nossos direitos e deveres. Direitos e deveres também existem nas relações interpessoais, sejam elas relações de trabalho, afetivas ou com desconhecidos. E, no que diz respeito às relações interpessoais, podemos agir de 3 formas distintas: passivamente, agressivamente ou assertivamente.

Agimos de forma passiva quando negligenciamos nossos direitos e anulamos nossas crenças e nossos sentimentos, em detrimento do outro, por falta de habilidade social. Isto ocorre, por exemplo, quando você faz uma compra pela internet e o produto chega danificado ou errado, e você fica com ele assim mesmo, ao invés de solicitar a troca. Alguns podem dizer que preferem sair no prejuízo do que ter a “dor de cabeça” de solicitar um novo produto. Acontece que em muitos casos não haveria “dor de cabeça” nenhuma, e com poucos minutos ao telefone, ou com algumas mensagens via e-mail, isto poderia ser resolvido. O que a pessoa não tem é habilidade para fazer isso. Não se sente à vontade em solicitar aquilo que lhe é de direito.

Agimos de forma agressiva quando ignoramos os direitos do outro e não nos importamos com seus sentimentos ou crenças. Pegando o mesmo exemplo dado acima, o comportamento agressivo ocorreria caso, por exemplo, você ligasse para a central de atendimento da loja online e tratasse com grosseria a atendente, ou a culpasse pelo ocorrido. Você tem o direito de reclamar, mas não tem o direito de tratá-la mal ou responsabiliza-la por algo que não é culpa dela. Pense em quantos atendentes não são tratados mal, todos os dias, pessoalmente ou através de ligações telefônicas, por clientes insatisfeitos que, a fim de reclamarem seus direitos, ignoram os direitos dos demais! (Ser tratado com dignidade e respeito é um direito de todos!)

Agimos de forma assertiva quando consideramos nossos direitos e os dos demais, nossas crenças e as dos demais, nossos sentimentos e os dos demais. Podemos ligar para a loja, solicitar a troca do produto, e ser cordial com a atendente ao mesmo tempo.

Há quem pense que não há mal nenhum em ser passivo, uma vez que o prejuízo fica apenas para si. Isto é um engano. É muito comum que pessoas que costumam agir de forma passiva em diferentes situações, num determinado momento cheguem a um limite, e acabem sendo agressivas. A pessoa “engole sapos” durante um bom tempo, mas em algum momento ela “explode”, e acaba agindo agressivamente. Além disso, quando costumamos agir de forma passiva, isto pode ocorrer em função de termos pouco respeito próprio. E quando não sabemos nos respeitar, corremos um grande risco de não sabermos, também, respeitar devidamente aos demais. Quando agimos passivamente, colaboramos, também, para que o outro continue a violar direitos não apenas nossos, mas de outras pessoas. A esposa que apanha do marido e não age assertivamente em relação a isso, está colaborando para que o comportamento agressivo dele seja mantido, e seus filhos, por exemplo, poderão sofrer com isso também. O funcionário que sofre assédio moral e não age assertivamente em relação a essa situação, de certa forma, colabora para que o agressor continue a agir assim podendo fazer o mesmo com outros colegas de trabalho. Se não denunciamos aquele que explora sexualmente crianças e adolescentes, estamos colaborando para que mais crianças e adolescentes sejam exploradas por ele. O silêncio tem seu lugar, mas certamente este lugar não é encobrindo este tipo de conduta.

Relações saudáveis ocorrem quando as pessoas sabem respeitar a si e aos demais. E respeitar a si mesmo é uma boa forma de treinar o respeito para com o próximo!