HUMILHADO PELO CHEFE?

Entre as instituições sagradas deixadas por Deus ao ser humano, o trabalho é uma das mais significativas.

Longe de ser uma maldição, a psicologia do trabalho considera o trabalho como o fator primordial de nossa identidade e realização. A pergunta que mais nos fazem é: O que você faz? Se trabalhamos e se somos vocacionados para nossa profissão, o trabalho nos dará felicidade. Somos felizes enquanto produzimos. No momento em que, por quaisquer que sejam as razões, perdemos nossa capacidade laboral ou produtiva, nos deprimimos ou estaremos na relação de pacientes emocionais ou mentais.

No plano original do Criador, o homem foi dotado de capacidade inteligente e racional. Deus presenteia Sua criatura com a autonomia, o poder da escolha. Essas virtudes vêm ao nosso encontro como dádivas preciosas ao equilíbrio da personalidade humana.

Neste projeto de atividade, o homem não deveria ser dependente no seu comportamento social e emocional. Deus deseja que busquemos nossa independência social e que saibamos escolher diante do potencial de nossos talentos e dons, nossas vocações. Assim sendo, o trabalho produtivo e com resultados palpáveis nos daria o equilíbrio emocional de uma vida plena.

Não basta apenas estar ocupados. Neste caso, o trabalho viraria der um fardo, um estresse que, em seu acúmulo de responsabilidades e desgastes, poderia nos fazer adoecer somatizando aquilo de que nosso cérebro não deu conta.

Vale a pena pesquisarmos o melhor ambiente profissional, a reputação da empresa, o produto que ela fabrica, e seus ideais de Visão e Missão. É um fato que o período de nossa jornada consolida nossa segunda família, é uma vida existencial. Se pudermos exercer nosso direito de escolha, por que não buscar organizações onde os princípios cristãos são legitimados e onde sejamos aceitos não como meros trabalhadores ou uma máquina de produção?

Para que nossa autoestima continue elevada, precisamos desfrutar de um ambiente justo e de camaradagem, quem sabe de bondade e compreensão, não seria muito, mesmo num mundo obsessivo por lucro e materialidade. Assim sendo, devemos ser seletivos para que o trabalho seja uma satisfação, compensada por um ganho justo e que estejamos em constante desenvolvimento e ascensão.

Não obstante, movidos por um mundo de crise, nem sempre podemos escolher um ambiente saudável que nos contempla o ideal. Por vezes, nos deparamos com atividades de extrema submissão, nos deparamos com o abuso de autoridade, assédios, e muitos, por razões de sobrevivência, se submetem ao ambiente hostil e de submissão pondo em risco a própria dignidade.

O que é o assédio moral?

Trata-se da exposição de alguém a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções.

Essas situações são mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e pretensamente assimétricas nas quais predominam condutas negativas, relações desumanas e antiéticas de longa duração, de um ou mais chefes, dirigidas a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização.
A psiquiatra francesa Marie-France Hirigoyen (2000 – www.psychologies.com/…/Souffrance) foi uma das primeiras estudiosas a se preocupar com o assédio moral no trabalho. Da perspectiva de sua especialidade, ela entende o assédio como qualquer conduta abusiva configurada através de gestos, palavras, comportamentos inadequados e atitudes que fogem do que é comumente aceito pela sociedade. Essa conduta abusiva, em razão de sua repetição ou sistematização, atenta contra a personalidade, dignidade ou integridade psíquica ou física de uma pessoa, ameaçando seu emprego ou degradando o ambiente de trabalho.

Para Margarida Barreto (autora do livro “Assédio Moral no Trabalho”, 2008), pesquisadora do tema que integra o grupo de profissionais responsável pelo site ‘Assédio moral no trabalho. Chega de humilhação!’, “o assédio moral não é uma doença, mas um risco não visível no ambiente de trabalho”. Quando se identifica o assédio moral como doença, a tendência é culpabilizar o trabalhador e colocar a discussão no marco da Biologia. Isso leva a um reducionismo muito grande, pois isola o problema e retira da análise o contexto social, as formações socioeconômicas e o processo histórico. Deixa-se de considerar a existência das pessoas em sociedade e o indivíduo em sua relação com o outro, num cenário específico, que é o mundo do trabalho com a lógica do lucro.

A difícil relação de chefe/subordinado

Seguramente na relação chefe x subordinado, não importa qual ou como seja o sistema organizacional, é bem possível que muitos já tenham sofrido alguma forma de pressão pessoal, profissional ou psicológica. Não estão isentas dessa prática todos os ramos de atividade humana.

Para Mara Vidigal Darcanchy, (autora do livro Teletrabalho para pessoas portadoras de necessidades especiais, 2006), “a prática do assédio moral traz, implícitas, situações em que a vítima se sente ofendida, menosprezada, rebaixada, inferiorizada, constrangida, ultrajada ou que de qualquer forma tenha a sua autoestima rebaixada por outra”. Esse estado de ânimo traz consequências funestas para as vítimas. Daí, a necessidade de se conhecer bem o quadro e tratá-lo juridicamente, defendendo, assim, aqueles que são vítimas de pessoas opressoras, as quais, de alguma forma, têm o poder de coagi-las no seu local de trabalho ou no exercício de suas funções.

O assédio moral também pode acarretar dano material, como a perda do emprego e gastos com tratamento médico e psicológico, além, é claro, de atingir profundamente a personalidade do empregado, ferindo, com violência, seu amor próprio, sua autoestima, sua boa fama, sua imagem, e principalmente, sua dignidade e sua honra.

O poder tem anuviado a mente de algumas lideranças no sentido de galgar as mais importantes posições de comando e poder atropelando qualquer entrave que venha a cruzar os mais autoritários caminhos. Se a humanidade está doente e padece de transtornos mentais, morais e éticos, certamente nos deparamos com sistemas autoritários, intransigentes, absolutistas no sentido de manter o controle total das ações de funcionários e subordinados.

Nossa era capitalista sacrifica princípios de igualdade e de justiça, e é insensível à ‘percepção do outro’. Dessa forma, as ambições hedonistas, narcisistas e revestidas de onipotência invadem as multinacionais, os sistemas socioeconômicos e até os órgãos religiosos. Como isso acontece nos pisos das indústrias, escritórios, e até na pequena e microempresa?

O ambiente subordinação/chefia

Vamos considerar os ambientes de subordinação/chefia. Quando a sensibilidade humana registra a ocorrência crescente do assédio moral e a humilhação sofrida por funcionários graduados ou operacionais. Segundo Ricardo Marchesan (2017 – www.marchesan.com.br/-uol), devemos entender que esse abuso se apresenta da forma mais frontal ou de muitas maneiras:

Uma bronca pública, uma ameaça particular intimidatória, espalhar boatos de colegas, tirando objetos de trabalho, como uma mesa, um telefone, evidentemente com a intenção de constranger. Podem ser em público ou não. Segundo o MPT-SP (Ministério Público do Trabalho), as denúncias de assédio moral têm aumentado nos últimos anos.

 2009, foram 213; o dado mais antigo, contra 353 em 2013. Quanto aos dados mais recentes que tivemos em 2014, foram 684. No ano de 2015, até o mês de junho, foram 472. Não é possível fixar os números, uma vez que os assediados moralmente não dão queixa temendo perder seu emprego como meio de vida.

Atualmente, as pessoas estão mais conscientes dos problemas e começam a denunciar mais. Neste estudo, o MTP – SP qualifica as formas mais incidentes de abuso moral, as quais comentarei abaixo:

 Não dar nenhuma tarefa ao funcionário. Conheci de alto escalão até, executivos que foram tolhidos de suas funções durante meses e passaram a humilhação de cumprir sua jornada de trabalho diária, condenados a ociosidade, confinados, tendo que marcar o ponto. Noutras ocasiões, pelo assédio moral, o trabalhador, seja qual for seu setor, é transferido para outro setor com a intenção de isolá-lo ou castigá-lo.

 Dar instruções erradas com o objetivo de prejudicar. Chefes autocratas que esgotam os seus funcionários com tarefas extenuantes sem qualquer objetivo, por vezes tirando seus instrumentos de trabalho, como computador, telefonia e até a mesa de trabalho. Já vi funcionários o tempo todo em pé, em situação de grande constrangimento sem ter uma cadeira para se sentar. Na competição entre funcionários, existe a prática de causar embaraços com funcionários recém-admitidos, ou existe forte competição de imagem ou carreirismo.

 Atribuir erros imaginários ao trabalhador. Essa prática decorre de líderes que não aceitam seus próprios erros e não assumem suas ordenanças. Quase sempre é mais fácil transferir a ‘culpa’ para um subalterno. Nada mais servil e humilhante que ser vítima do ofensor que não passa as informações necessárias para a atividade fim induzindo a vítima a erros.

 Fazer brincadeiras de mau gosto ou críticas em público. Algumas práticas de bullying ao atribuir apelidos, difamar quanto à qualificação ou capacidade dos trabalhadores. Utilizar ‘bodes expiatórios’ como uma ameaça aos demais, depreciando os valores humanos. Por vezes, surgem até preconceitos étnicos, piadas ou generalizações maldosas. Fazer circular boatos maldosos e calúnias contra o trabalhador.

 Impor horários injustificados. O uso da coerção para imposição de emergências ou tarefas sub-humanas, quebrando os contratos de trabalho, sob a égide de ‘vestir a camisa da empresa’.

 Punições injustas ou ilegais: como uma espécie de descarga emocional de um chefe com temperamento forte e oscilações de humor.

 Existem ainda outras violências veladas e sutis: Sistemas que adotam sem qualquer escrúpulo o compadrismo, a amizade sobre as competências, o retardamento de promoções, a discriminação ocorrida também por assédios sexuais, ou outras formas de subserviência que degradam os valores cristãos.

 Metas inatingíveis: Ocorre com grande frequência especialmente nos setores de vendas, onde a produção é periodicamente remarcada até atingir níveis absolutamente impossíveis de serem alcançados. Um banco privado foi condenado no TST (Tribunal Superior do Trabalho) a pagar indenização por danos morais a uma bancária que foi estimulada a alcançar as metas da instituição mesmo que em troca, tivesse que prestar favores sexuais. O fato ocorreu numa reunião com subordinados, e a vítima argumentou que se sentiu constrangida e humilhada.

 Nepotismo ou oligarquias, quando impostas sob o título de cargo de confiança. Isso deteriora o tecido das relações trabalhistas, especialmente de forma ostensiva se condiciona um trabalhador privilegiado por outro sem pedigree. A chamada de certos recrutadores ou selecionadores de apenas um único perfil, na qual se pretende impor política única com pouca diversidade.

 Mulheres, as mais assediadas – Marcelo Souza (https://pt-br.facebook.com/public/Marcelo-Souza-Souza, do Uol em São Paulo) afirma que 52% das mulheres já sofreram assédio no trabalho. Por vezes, geralmente a falta de provas dificulta as condenações. Vale a pena considerar esse fato. Pode começar com cantadas e insinuações, evoluir para um convite para sair e chegar ao ponto de forçar beijos, abraços e outros contatos mais íntimos. Por vezes, o abusador faz ameaça de demissão. Dados da OIT (Organização Internacional do Trabalho).

No Brasil, o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) define assédio sexual ou insistência inoportuna, não desejada pelo outro de alguém em posição privilegiada que usa desta vantagem para obter favores sexuais de seus subordinados.
O crime de assédio em nosso país foi legalizado em 2001, quando ficou estabelecida a detenção de um a dois anos para quem praticar o ato. O chefe acusado desse crime pode ser demitido por justa causa, complementa o jornalista Marcelo Souza (idem, UOL SP, 3/2017).

Classicamente, existem duas formas de assédio sexual: por chantagem ou por intimidação. No primeiro caso, a vítima tem que provar que foi coagida e que houve conjunção carnal. O fato é mais bem caracterizado quando o ato foi praticado por um superior hierárquico.

Há um fato inédito da incidência. O TST condenou uma empresa em que todas as funcionárias de um determinado setor foram assediadas sexualmente. Elas comprovaram o tratamento desrespeitoso e ameaçador do chefe, e a empresa teve que pagar alta indenização por danos morais e outras perdas.

No segundo caso, o assédio por intimidação não precisa passar por ameaça. Pode ser um galanteio, uma cantada, uma brincadeira de mau gosto, afirma Adriana Calvo, advogada e especialista em Direito do Trabalho.

Segundo Calvo, Juíza do Trabalho (2016 – Manual do Direito do Trabalho), “há muita impunidade. Não existem muitos processos na Justiça. A maioria das mulheres fica constrangida e opta por pedir demissão”.

Não há levantamentos sobre quais são as profissões mais afetadas, mas especialistas são unânimes em dizer que o ambiente mais propício ao assédio é o da secretária. Diante da suspeita, o Sindicato das Secretárias do Estado de São Paulo realizou uma pesquisa da categoria, e o resultado foi que 25% responderam que já foram assediadas por seus chefes.

Ivandick Rodrigues, especialista em Direito do Trabalho, afirma que em geral o assédio moral precisa ser um episódio repetido várias vezes, não apenas uma bronca que saiu de controle. Tais condutas acima especificadas devem ser analisadas caso a caso.

Há organizações que, a título de produtividade, desejam passar uma postura exemplar de produtividade e estabelecem uma premiação para o pior funcionário do mês. Já se pode ser considerado um assédio moral, sem precisar se repetir, exatamente por causa da humilhação pública.

Características dos Assediadores

Geralmente, os agressores (assediadores) não centram suas forças em pessoas serviçais e ou naqueles que são considerados partes do “grupo de amigos”. O que desencadeia sua agressividade e sua conduta é um receio pelos êxitos e méritos dos outros. Um sentimento de irritação rancorosa que se desencadeia através da felicidade e das vantagens que o outro possa vir a ter.

O agressor tem claras suas limitações, deficiências e incompetência profissional, sendo consciente do perigo constante a que está submetido em sua carreira. É o conhecimento de sua própria realidade o que o leva a destroçar as carreiras de outras pessoas, por vezes os mais aptos, os que lhe fazem sombra. Pode-se somar o
medo de perder determinados privilégios, e esta ambição o empurra a eliminar drasticamente qualquer obstáculo que se interponha em seu caminho.

Ao falar de agressor, tem-se que fazer uma distinção entre aqueles que colaboram com o comportamento agressivo de forma passiva e os que praticam a agressão de forma direta. É comum colegas de trabalho se aliarem ao agressor ou se calarem diante dos fatos. Em geral, aquele que pratica o assédio moral tem o desejo de humilhar o outro ou de ter prazer em sentir a sensação de poder sobre os demais integrantes do grupo. Chega a fazer concessões a possíveis adeptos para que se juntem ao grupo, fortalecendo o assédio moral ao profissional isolado. Alguns se unem porque igualmente gostam de abuso de poder e de humilhar, outros se unem por covardia ou por medo de perder o emprego, e outros, por ambição e por competição, aproveitam a situação para humilhar mais ainda a vítima.

Em geral, os assediadores provocam ações humilhantes ao profissional ou o cumprimento de tarefas absurdas e impossíveis de realizar, para gerar a ridicularização pública no ambiente de trabalho e o constrangimento do assediado.

Outra estratégia utilizada pelos assediadores é denegrir a imagem do profissional. E, para conseguir adeptos e ganhar força com a perseguição moral que perpetram, utilizam-se de armas psicológicas para angariar aliados, mesmo aqueles considerados inocentes úteis.

Na maioria dos casos, buscam forçar o profissional atingido a desistir do emprego.
Aquele que faz o assédio moral pode ter desejo de abuso de poder para se sentir mais forte do que realmente é ou de desfazer a vítima com exigências absurdas. Alguns inclusive são sádicos e provocam outras violências além da moral.
Muitas vezes, apresenta características narcisistas e ideias grandiosas de sua própria importância. Fantasiam-se ilimitadamente pelo poder. Possui acentuado narcisismo, com a necessidade patológica de ser admirado, reverenciado e bajulado, e tem atitudes comportamentais de arrogância.

É importante ressaltar que alguns chefes se tornam agressores a trabalhadores por serem constantemente pressionados pelas empresas para cumprir determinadas metas. Nesse caso, o problema de assédio moral é um problema estrutural.

Saiba o que fazer

Numa cartilha organizada pelo Ministério do Trabalho, existem algumas sugestões quer a vítima seja homem quer seja mulher. Entre elas, destacamos as seguintes:

 Em primeiro lugar, dizer “não” ao assediador, deixando bem claro que o ofensor está pressionando.

 Contar aos colegas e identificar os que podem ser futuras testemunhas.

 Reunir provar, bilhetes, e-mails e presentes. Isso tudo pode servir como prova judicial.

 Se a intimidação continuar, é aconselhável que a vítima procure a área de RH (Recursos Humanos). Caso não seja tomada nenhuma atitude, denunciar ao sindicato da categoria ou a uma delegacia da mulher ou até à Superintendência Regional de Trabalho e Emprego (https: //economiauol.com.br/empregos-e-carreiras).

 Quando a empresa possui uma Ouvidoria, seria recomendável apresentar a queixa a esta, pois ela pode lidar com a questão de forma mais imparcial.

 Finalmente, se o prejuízo for considerável, e de posse de provas e testemunhas, acionar a Justiça do Trabalho com pedido de reparação de danos morais ou perdas.

Conclusão

Não importa o tipo de atividade que abraçamos. Em seu livro Mente, Caráter e Personalidade, v.2, p. 735, Ellen White aconselha seu próprio filho a atentar ao repouso e à restauração. Ela escreveu assim: “[…] trabalhando enquanto devias estar repousando? O cérebro e os nervos cansados se revigorariam se fizesses uma mudança a esse respeito […] Precisas de uma mente clara e paciente, que suporte a tudo o que possa surgir. […] recusando-nos a fazer aquilo que enfraqueceria a força física, mental e moral”.

Deve haver um equilíbrio no que se refere às nossas forças físicas ou mentais quanto à boa temperança no trabalho. Sejamos diligentes, íntegros nas relações trabalhistas, quer no comando ou como operacionais subordinados. O labor precisa ser um prazer. No momento em que deixa de sê-lo, estaremos baixando nossa autoestima e nos predispondo a graves efeitos depressivos ou de ansiedade. “O coração alegre (jubiloso) serve de bom remédio” (Pv 17:22). Um espírito contente e animoso é saúde para o corpo e força para a alma.

“Não há nada melhor para o homem do que comer e beber, e fazer com que sua alma goze do bem do seu trabalho. Também vi que isto vem da mão de Deus” (Ec 2:24). Finalmente, para uma vida plena e saudável, devemos, sim, ser seletivos quanto ao nosso local e ambiente de trabalho, mesmo quando se trata de enfrentar crises socioeconômicas. Não nos convém nos curvar aos interesses egoístas daqueles que lideram de forma autocrática, centralizadora e que não valoriza o trabalho humano.

Nada melhor para o trabalhador do que atender à sugestão do sábio rei Salomão, que há 966 a 926 a.C., escreveu a seus leitores: “Doce é o sono do trabalhador, quer coma pouco quer muito, mas a fartura do rico não o deixa dormir” (Ec 5:12).

Joel Pola
Teólogo, psicólogo, especialista em Psicologia Clínica, com MBA em Alta Gestão, pós-graduado em Administração Hospitalar, trabalha há mais de 40 anos na área de Saúde, com formação em Economia. Entrevistado frequente do programa Consultório de Família, na TV Novo Tempo.