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	<title>Quebrando o Silêncio</title>
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		<title>Revista IstoÉ destaca violência contra a mulher</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Mar 2013 12:44:30 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Brasília, DF&#8230; [ASN] A revista IstoÉ, em sua seção Comportamento, do dia 1 de março, apresentou uma matéria com título “Mulheres sob ataque”, onde destaca um alerta feito pela ONU – Organização das Nações Unidas. Pesquisas indicam que, em todo o mundo, sete em cada dez mulheres serão vítimas de agressões ao longo da vida.&#x2026; <a href=http://quebrandoosilencio.org/2013/03/08/revista-istoe-destaca-violencia-contra-a-mulher/>read more &#xbb;</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://quebrandoosilencio.org/files/2013/03/Violência.jpg" rel="lightbox[931]"><img class="alignnone size-medium wp-image-932" alt="Violência" src="http://quebrandoosilencio.org/files/2013/03/Violência-212x300.jpg" width="212" height="300" /></a>Brasília, DF&#8230; [ASN] A revista IstoÉ, em sua seção Comportamento, do dia 1 de março, apresentou uma matéria com título “Mulheres sob ataque”, onde destaca um alerta feito pela ONU – Organização das Nações Unidas. Pesquisas indicam que, em todo o mundo, sete em cada dez mulheres serão vítimas de agressões ao longo da vida. O Brasil, apesar de leis avançadas, é um dos países com maior índice de violência.</p>
<p>Leia a íntegra da matéria no link abaixo. [Equipe ASN – Redação]</p>
<p><a href="http://www.istoe.com.br/reportagens/279673_MULHERES+SOB+ATAQUE">http://www.istoe.com.br/reportagens/279673_MULHERES+SOB+ATAQUE</a></p>
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		<title>Número de denúncias de violência contra idosos sobe quase 200% em 2012</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Dec 2012 12:13:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ASN Noticias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ministra dos Direitos Humanos afirma que esse tipo de caso começou a ser registrado pelo Disque 100 apenas em 2011 As denúncias de violação a direitos humanos dos idosos registradas pelo Disque 100 entre janeiro e novembro deste ano aumentaram 199%, na comparação com o mesmo período de 2011. De acordo com o balanço divulgado&#x2026; <a href=http://quebrandoosilencio.org/2012/12/11/numero-de-denuncias-de-violencia-contra-idosos-sobe-quase-200-em-2012/>read more &#xbb;</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_930" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://quebrandoosilencio.org/2012/12/11/numero-de-denuncias-de-violencia-contra-idosos-sobe-quase-200-em-2012/sad-lonely-pensive-old-senior-woman/" rel="attachment wp-att-930"><img class="size-medium wp-image-930 " title="Sad lonely pensive old senior woman" src="http://quebrandoosilencio.org/files/2012/12/Fotolia_20160649_Subscription_Monthly_XL-300x199.jpg" alt="Idosos ainda não contam com apoio de rede especializada de assistência" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Idosos ainda não contam com apoio de rede especializada de assistência</p></div>
<p><em>Ministra dos Direitos Humanos afirma que esse tipo de caso começou a ser registrado pelo Disque 100 apenas em 2011</em></p>
<p>As denúncias de violação a direitos humanos dos idosos registradas pelo Disque 100 entre janeiro e novembro deste ano aumentaram 199%, na comparação com o mesmo período de 2011. De acordo com o balanço divulgado nesta segunda-feira (10) pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), esses casos saltaram de 7.160 no ano passado para 21.404 em 2012.</p>
<p>A ministra da SDH, Maria do Rosário, disse que a triplicação dos casos pode ser explicada, em parte, pela introdução recente desse tipo de registro no sistema. Somente a partir de 2011 é que o Disque 100 passou a contabilizar as denúncias de violação de direitos humanos dos idosos. “Com isso, passamos a ter um levantamento de questões que não tínhamos anteriormente”, disse.</p>
<p>De acordo com a ministra , a situação dos idosos no país exige uma atenção especial porque, diferentemente do que ocorre em relação às crianças, que contam com o apoio dos conselhos tutelares, os idosos não têm uma rede especializada de assistência.<br />
“Estamos trabalhando para fomentar mais delegacias especializadas e o apoio por meio dos sistemas de assistência social. Uma vez que não temos uma rede de conselhos como temos para crianças, devemos ter uma rede protetiva por meio das polícias [que devem ficar] mais atentas, [de serviços] socioassistenciais e de saúde”, explicou.<br />
Maria do Rosário enfatizou que a questão é agravada porque, na maioria das vezes, as violações de direitos dos idosos são denunciadas por terceiros. “Em geral, elas são praticadas por parentes e a tendência é que os idosos queiram protegê-los.&#8221;</p>
<p>Ao todo, o Disque 100 recebeu, de janeiro e a novembro deste ano, 155.336 denúncias &#8211; 77% a mais do que no mesmo período de 2011 (87.764). Segundo a ministra, o incremento não significa, necessariamente, maior número de casos de violência no país, mas indica que as violações de direitos humanos &#8220;não ficam mais invisíveis&#8221;. &#8220;Isso comprova que o Brasil se importa e que qualquer pessoa que sofra uma situação desse tipo sabe que não é justo e que ela pode denunciar.&#8221; [<strong>REDAÇÃO ÉPOCA, COM AGÊNCIA BRASIL</strong>]</p>
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		<title>Reportagem &#8211; Joselma, uma história de superação</title>
		<link>http://quebrandoosilencio.org/2012/12/05/reportagem-da-tv-novo-tempo-joselma-uma-historia-de-superacao/</link>
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		<pubDate>Wed, 05 Dec 2012 14:53:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ASN Noticias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Reportagem do programa NT Vale, da TV Novo Tempo aborda a problemática da violência doméstica na região de Pernambuco e mostra que projeto Quebrando o Silêncio é um alento através de passeatas e outras formas de conscientização.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Reportagem do programa NT Vale, da <a href="http://novotempo.com/videos" target="_blank">TV Novo Tempo</a> aborda a problemática da violência doméstica na região de Pernambuco e mostra que projeto Quebrando o Silêncio é um<br />
alento através de passeatas e outras formas de conscientização.<br />
<iframe src="http://www.youtube.com/embed/lYEgi53o87o?rel=0" frameborder="0" width="100%" height="415"></iframe></p>
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		<title>Mulheres adventistas organizam passeata contra a violência</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Dec 2012 13:20:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ASN Noticias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Maceió, AL&#8230; [ASN] Quando milhares de pessoas se unem com um mesmo objetivo só poderia resultar em um grande ato público que chamou a atenção de toda a sociedade maceioense. No primeiro sábado do mês de dezembro (01) mais de cinco mil adventistas participaram da passeata Quebrando o Silêncio na orla da capital alagoana. Através&#x2026; <a href=http://quebrandoosilencio.org/2012/12/04/mulheres-adventistas-organizam-passeata-contra-a-violencia/>read more &#xbb;</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://quebrandoosilencio.org/2012/12/04/mulheres-adventistas-organizam-passeata-contra-a-violencia/mulheres-adventistas-organizam-passeata-contra-a-violencia/" rel="attachment wp-att-923"><img class="alignleft size-medium wp-image-923" title="Mulheres Adventistas Organizam Passeata Contra a Violência" src="http://quebrandoosilencio.org/files/2012/12/Mulheres-Adventistas-Organizam-Passeata-Contra-a-Violência-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a>Maceió, AL&#8230; [ASN] Quando milhares de pessoas se unem com um mesmo objetivo só poderia resultar em um grande ato público que chamou a atenção de toda a sociedade maceioense. No primeiro sábado do mês de dezembro (01) mais de cinco mil adventistas participaram da passeata Quebrando o Silêncio na orla da capital alagoana. Através da distribuição de folhetos, revistas, os participantes orientaram a população quanto a violência contra a mulher, idosos e crianças.</p>
<p>“Para mim, foi um momento muito especial, pois não é todo dia que a gente pode manifestar publicamente, com a força de um grupo tão grande, a nossa indignação contra a violência”, disse Lídia Vasconcelos, uma das participantes da passeata. O projeto Quebrando o Silêncio acontece todos os anos e já vem acontecendo há 10 anos na América do Sul.</p>
<p>Para chamar a atenção, um grupo de jovens esteve fantasiado distribuindo água aos motoristas dos veículos que transitavam e aproveitavam a oportunidade para distribuir o material informativo da campanha. Os clubes de Desbravadores, atividade da Igreja Adventista do Sétimo Dia semelhante aos escoteiros, também estiveram presentes e, através das fanfarras, puderam dar sua colaboração.</p>
<p>Um material exclusivo foi preparado para as crianças, mostrando, de forma dinâmica, como eles podem estar sofrendo algum tipo de abuso e como eles podem buscar orientação. A passeata Quebrando o Silêncio é organizada pelas mulheres adventistas que, em Alagoas, são lideradas pela professora Soraia Gonçalves. Caso você esteja sofrendo qualquer tipo de abuso, procure ajuda! [Equipe ASN, Patrick Rocha]</p>
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		<title>Dados de violência contra a mulher refletem cultura machista, diz senadora</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Nov 2012 17:26:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ASN Noticias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nos últimos 30 anos, 92 mil mulheres foram mortas no Brasil vítimas de violência doméstica. Na última década, foram quase 44 mil. Os dados foram apontados pela senadora Ana Rita (PT-ES), relatora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga a violência contra a mulher. Em entrevista ao Repórter Brasil, ela disse que os casos&#x2026; <a href=http://quebrandoosilencio.org/2012/11/29/dados-de-violencia-contra-a-mulher-refletem-cultura-machista-diz-senadora/>read more &#xbb;</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://quebrandoosilencio.org/2012/11/29/dados-de-violencia-contra-a-mulher-refletem-cultura-machista-diz-senadora/affraid-abused-woman/" rel="attachment wp-att-921"><img class="alignleft size-medium wp-image-921" title="Affraid abused woman" src="http://quebrandoosilencio.org/files/2012/11/violencia-mulher-qs-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a>Nos últimos 30 anos, 92 mil mulheres foram mortas no Brasil vítimas de violência doméstica. Na última década, foram quase 44 mil. Os dados foram apontados pela senadora Ana Rita (PT-ES), relatora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga a violência contra a mulher.</p>
<p>Em entrevista ao Repórter Brasil, ela disse que os casos de homicídio por violência doméstica estão aumentando. Ana Rita relata que dados recentes apontam para 4,8 homicídios para cada grupo de 100 mil mulheres.</p>
<p>Gláucia Souza, coordenadora-geral de acesso à Justiça e combate à violência, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, também em entrevista ao Repórter Brasil, acredita que esses números refletem a cultura machista que ainda existe no Brasil.</p>
<p>— Precisamos mudar a cultura machista que ainda está arraigada na cultura brasileira. Não é só uma questão de lei — corrobora Ana Rita.</p>
<p>A coordenadora acentua que o Brasil precisa fortalecer a aplicação da Lei Maria da Penha. De acordo com ela, a Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu que a legislação de combate, prevenção e punição de crimes relacionados à violência contra a mulher é a terceira melhor do mundo.</p>
<p>— O que precisamos é fortalecer o serviço que existe e reestruturá-lo. Isso depende de um comprometimento maior dos governos estaduais e municipais — diz Gláucia.</p>
<p>A senadora Ana Rita ressalta que a maior parte dos investimentos nesta área são oriundos do governo federal, e que os estados e municípios precisam aumentar sua colaboração. Quanto à decisão do Supremo Tribunal Federal que determina que a denúncia de violência contra a mulher feita por terceiros é legítima, Gláucia acredita que foi uma decisão extremamente acertada.</p>
<p>— A violência contra as mulheres não é uma questão de foro íntimo, não é uma questão só daquela mulher que muitas vezes, fragilizada pela situação, não dá conta de fazer a denúncia. A violência contra as mulheres atinge toda sociedade, por isso a sociedade tem que fazer a denúncia — diz Gláucia.</p>
<p>Ana Rita ressalta que hoje, quando a mulher faz a denúncia, ela não pode mais retirar a queixa.</p>
<p>— O Ministério Público pode fazer a queixa independentemente da mulher fazê-la. E caso a mulher faça e desista, ele assume a denúncia. É um ação pública da sociedade, e não daquela mulher — finaliza. [AGÊNCIA BRASIL]</p>
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		<title>20 de novembro &#8211; Dia Universal das Crianças</title>
		<link>http://quebrandoosilencio.org/2012/11/20/20-de-novembro-dia-universal-das-criancas/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Nov 2012 15:36:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ASN Noticias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No dia 20 de Novembro de 1959, em reunião da Assembléia da Organização das Nações Unidas, foi aprovadae passou a vigorar a seguinte declaração: Toda criança tem Direitos Princípio I À igualdade, sem distinção de raça, religião ou nacionalidade. A criança desfrutará de todos os direitos enunciados nesta Declaração. Estes direitos serão outorgados a todas&#x2026; <a href=http://quebrandoosilencio.org/2012/11/20/20-de-novembro-dia-universal-das-criancas/>read more &#xbb;</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 20 de Novembro de 1959, em reunião da Assembléia da Organização das Nações Unidas, foi aprovadae passou a vigorar a seguinte declaração:</p>
<h3>Toda criança tem Direitos</h3>
<h4>Princípio I</h4>
<p>À igualdade, sem distinção de raça, religião ou nacionalidade.<br />
A criança desfrutará de todos os direitos enunciados nesta Declaração. Estes direitos serão outorgados a todas as crianças, sem qualquer excepção, distinção ou discriminação por motivos de raça, cor, sexo, idioma, religião, opiniões políticas ou de outra natureza, nacionalidade ou origem social, posição económica, nascimento ou outra condição, seja inerente à própria criança ou à sua família.</p>
<h4>Princípio II</h4>
<p>Direito a especial proteção para o seu desenvolvimento físico, mental e social.</p>
<p>A criança gozará de protecção especial e disporá de oportunidade e serviços a serem estabelecidos em lei e por outros meios, de modo que possa desenvolver-se física, mental, moral, espiritual e socialmente de forma saudável e normal, assim como em condições de liberdade e dignidade. Ao promulgar leis com este fim, a consideração fundamental a que se atenderá será o interesse superior da criança.</p>
<h4>Princípio III</h4>
<p>Direito a um nome e a uma nacionalidade.</p>
<p>A criança tem direito, desde o seu nascimento, a um nome e a uma nacionalidade.</p>
<h4>Princípio IV</h4>
<p>Direito à alimentação, moradia e assistência médica adequadas para a criança e a mãe.<br />
A criança deve gozar dos benefícios da previdência social. Terá direito a crescer e desenvolver-se em boa saúde; para essa finalidade deverão ser proporcionados, tanto a ela, quanto à sua mãe, cuidados especiais, incluindo-se a alimentação pré e pós-natal. A criança terá direito a desfrutar de alimentação, moradia, lazer e serviços médicos adequados.</p>
<h4>Princípio V</h4>
<p>Direito à educação e a cuidados especiais para a criança física ou mentalmente deficiente.<br />
A criança física ou mentalmente deficiente ou aquela que sofre de algum impedimento social deve receber o tratamento, a educação e os cuidados especiais que requeira o seu caso particular.</p>
<h4>Princípio VI</h4>
<p>Direito ao amor e à compreensão por parte dos pais e da sociedade.<br />
A criança necessita de amor e compreensão, para o desenvolvimento pleno e harmonioso de sua personalidade; sempre que possível, deverá crescer com o amparo e sob a responsabilidade de seus pais, mas, em qualquer caso, em um ambiente de afecto e segurança moral e material; salvo circunstâncias excepcionais, não se deverá separar a criança de tenra idade de sua mãe. A sociedade e as autoridades públicas terão a obrigação de cuidar especialmente do menor abandonado ou daqueles que careçam de meios adequados de subsistência. Convém que se concedam subsídios governamentais, ou de outra espécie, para a manutenção dos filhos de famílias numerosas.</p>
<h4>Princípio VII</h4>
<p>Direito á educação gratuita e ao lazer infantil.<br />
O interesse superior da criança deverá ser o interesse director daqueles que têm a responsabilidade por sua educação e orientação; tal responsabilidade incumbe, em primeira instância, a seus pais.<br />
A criança deve desfrutar plenamente de jogos e brincadeiras os quais deverão estar dirigidos para educação; a sociedade e as autoridades públicas se esforçarão para promover o exercício deste direito.<br />
A criança tem direito a receber educação escolar, a qual será gratuita e obrigatória, ao menos nas etapas elementares. Dar-se-á à criança uma educação que favoreça sua cultura geral e lhe permita &#8211; em condições de igualdade de oportunidades &#8211; desenvolver suas aptidões e sua individualidade, seu senso de responsabilidade social e moral. Chegando a ser um membro útil à sociedade.</p>
<h4>Princípio VIII</h4>
<p>Direito a ser socorrido em primeiro lugar, em caso de catástrofes.<br />
A criança deve &#8211; em todas as circunstâncias &#8211; figurar entre os primeiros a receber protecção e auxílio.</p>
<h4>Princípio IX</h4>
<p>Direito a ser protegido contra o abandono e a exploração no trabalho.<br />
A criança deve ser protegida contra toda forma de abandono, crueldade e exploração. Não será objecto de nenhum tipo de tráfico.<br />
Não se deverá permitir que a criança trabalhe antes de uma idade mínima adequada; em caso algum será permitido que a criança dedique-se, ou a ela se imponha, qualquer ocupação ou emprego que possa prejudicar sua saúde ou sua educação, ou impedir seu desenvolvimento físico, mental ou moral.</p>
<h4>Princípio X</h4>
<p>Direito a crescer dentro de um espírito de solidariedade, compreensão, amizade e justiça entre os povos.<br />
A criança deve ser protegida contra as práticas que possam fomentar a discriminação racial, religiosa, ou de qualquer outra índole. Deve ser educada dentro de um espírito de compreensão, tolerância, amizade entre os povos, paz e fraternidade universais e com plena consciência de que deve consagrar suas energias e aptidões ao serviço de seus semelhantes.</p>
<p><a href="http://quebrandoosilencio.org.s3.amazonaws.com/Artigos/Declaracao_dos_Direitos_da_Crianca.zip">Clique aqui para baixar o arquivo em pdf</a></p>
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		<title>O amparo após o abandono é o melhor remédio</title>
		<link>http://quebrandoosilencio.org/2012/11/14/o-amparo-apos-o-abandono-e-o-melhor-remedio/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Nov 2012 12:44:41 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Ao ser abandonada, a criança leva traumas para toda a vida. Com carinho e amor ainda é possível reverter esse quadro.   Era ano o ano de 1968, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Na época, a caçula de três irmãos, Ana Lúcia Veiga tinha dois anos de idade quando seus pais se&#x2026; <a href=http://quebrandoosilencio.org/2012/11/14/o-amparo-apos-o-abandono-e-o-melhor-remedio/>read more &#xbb;</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_911" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-911 " title="quebrando-silencio-abandono" src="http://quebrandoosilencio.org/files/2012/11/quebrando-silencio-abandono-300x199.jpg" alt="Ao ser abandonada, a criança leva traumas para toda a vida. Com carinho e amor ainda é possível reverter esse quadro. Foto: Amanda Flores" width="300" height="199" /><p class="wp-caption-text">Ao ser abandonada, a criança leva traumas para toda a vida. Com carinho e amor ainda é possível reverter esse quadro. Foto: Amanda Flores</p></div>
<p><em>Ao ser abandonada, a criança leva traumas para toda a vida. Com carinho e amor ainda é possível reverter esse quadro.  </em></p>
<p>Era ano o ano de 1968, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Na época, a caçula de três irmãos, Ana Lúcia Veiga tinha dois anos de idade quando seus pais se divorciaram e sua mãe a levou, juntamente com seus irmãos, para São Paulo a fim de morar com sua avó materna. Apesar de pequena, Ana Lúcia sentia que algo não estava bem. Logo que chegaram à capital paulista, sua mãe deixou os filhos aos cuidados da avó e foi viver a sua vida, pois achava que era nova demais e precisava aproveitar sua juventude.</p>
<p>No entanto, a avó de Ana Lúcia não permitiu essa situação. Ela disse à filha que precisava criar juízo e cuidar de seus próprios filhos. Sem saber o que fazer, a mãe de Ana Lúcia volta a Porto Alegre, entrega os quatro filhos ao ex-marido e volta a São Paulo.</p>
<p>Hoje Ana Lúcia tem 44 anos e sente muito pelo o que aconteceu. “Como era pequena, não me lembro de quase nada, mas depois que cresci ouvi várias histórias, mas uma coisa eu sei, depois que minha mãe foi embora fiquei muito doente. Meu pai, muitas vezes, me teve como morta em seus braços”, relata.</p>
<p>Durante muito tempo, Ana Lúcia se perguntava o porquê do abandono. “Não ter uma mãe foi muito traumático, mas pior ainda foi crescer e descobrir mais coisas negativas”, desabafa. Atualmente, a mãe dela ainda reside em São Paulo, tem família, porém, continua hesitando  contato com os filhos. “Eu tive vários contatos por telefone com ela, mas minha mãe nunca aceitou visitá-la.”</p>
<p>Atualmente Ana Lúcia diz ter recuperado o trauma, mas confessa que não foi nada fácil. “A partir do momento que perdoei fui melhorando, mas foram anos difíceis”, conta.</p>
<p>Com a explicação da psicóloga Daniela Antória pode-se entender o que Ana Lúcia passou durante a infância. “Sensações de baixa-autoestima, ansiedade, insatisfação e insegurança podem ser relacionadas com a sensação de abandono, ou seja, falta da relação de afeto estabelecida no convívio, pelo compromisso e com carinho incondicional”, descreve.</p>
<p>Apesar do abandono por parte de um dois pais ou pelos dois, segundo Daniela, ainda é possível recuperar a autoestima e outros sentimentos através do amor e atenção. “De modo geral as consequências psicológicas, dependem da forma como a criança é acolhida depois do abandono, pois a idade da criança abandonada é um fator muito importante, visto que as pessoas que cuidam da criança podem contribuir com sua saúde emocional”, assegura a psicóloga.</p>
<p>Até hoje Ana Lúcia não entende por que foi abandonada. Daniela diz que os fatores são os mais diversos. “As crianças cada vez menos são cuidadas na família, o compromisso com a família vem sendo substituído por outros interesses. E aos poucos as informações de abandono de crianças confirmam o perfil de quem às abandona: jovens adolescentes,  mulheres com a saúde mental comprometida, mulheres em situação de risco eminente, além das impossibilidades causadas pela miséria”, aponta algumas possibilidades.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em consequência do abandono, Daniela mostra que as sequelas podem ser levadas para a vida adulta. “Pode-se perceber que existe essa possibilidade, pois a ausência da segurança afetiva também irá construir a identidade da pessoa”, finaliza. [Equipe ASN, Vanessa Lemes]</p>
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		<title>Bullying empresarial fere princípios constitucionais</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Oct 2012 17:47:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ASN Noticias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O bullying é uma forma de agressão psicológica que deixa a vítima sem ação, é o ato denegrir e humilhar de forma que ela se sinta constrangida e não atinge apenas crianças, pessoas na fase adulta também podem ser vítimas. Essa violência moral é um problema que pode acontecer em variados ambientes, na escola, faculdade,&#x2026; <a href=http://quebrandoosilencio.org/2012/10/18/bullying-empresarial-fere-principios-constitucionais/>read more &#xbb;</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_906" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://quebrandoosilencio.org/2012/10/18/bullying-empresarial-fere-principios-constitucionais/bullyingempresarial/" rel="attachment wp-att-906"><img class="size-medium wp-image-906" title="bullyingempresarial" src="http://quebrandoosilencio.org/files/2012/10/bullyingempresarial-300x225.jpg" alt="A pessoa agredida pode abrir processo por danos morais e até por danos materiais" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">A pessoa agredida pode abrir processo por danos morais e até por danos materiais</p></div>
<p>O bullying é uma forma de agressão psicológica que deixa a vítima sem ação, é o ato denegrir e humilhar de forma que ela se sinta constrangida e não atinge apenas crianças, pessoas na fase adulta também podem ser vítimas. Essa violência moral é um problema que pode acontecer em variados ambientes, na escola, faculdade, família e também no local de trabalho. <strong>A agressão moral no local de trabalho</strong><strong> </strong>envolve o abuso ou mau uso do poder.</p>
<p>A prática pode ocorrer de forma sutil, com a intenção intimidar ou ofender um trabalhador. Entretanto, alguns passam dos pequenos gestos para agressão física. De acordo com a advogada Adriana Alves da Silva, muitas vítimas desconhecem que o bullying no local de trabalho fere princípios constitucionais, como o respeito a dignidade da pessoa humana e ainda fere o código civil. Pois é um ato ilícito que esta causando dano ao próximo.</p>
<p>Os motivos para tal agressão são vários, preconceito racial, religião, inveja pela posição na empresa, e suas vítimas normalmente são alvos de piadas, xingamentos, críticas e gritos. Para a psicóloga Cristiane Stafiski, esse tipo de violência pode criar sentimentos de impotência no alvo, pois atinge seu psicológico devido o constrangimento causado. “Nessa situação a pessoa precisa ter mais segurança de si mesma e acreditar mais em sua capacidade e potencial, e caso a situação se agrave deve procurar seus direitos legais”, explica.</p>
<p>Jaqueline de Fátima comenta que passou por uma situação de humilhação quando seu ex- patrão a coagiu e usou de sua autoridade para tentar obriga-la a pagar uma dívida, e caso ela não pagasse seria obrigada a permanecer na função que exercia anteriormente. “Eu fiquei sem reação, não sabia o que fazer na hora me senti muito humilhada com aquela atitude inesperada, mas ele não conseguiu me amedrontar, e sai do emprego”, desabafa.</p>
<p>A advogada ainda reforça que na verdade o indivíduo que sofre de bullying no local de trabalho está sendo assediado moralmente. Assim, a pessoa agredida tem o direito de abrir um processo por danos morais e até por danos materiais.</p>
<p>O bullying empresarial afeta até mesmo quem apenas presencia a violência. Um estudo realizado na universidade canadense de British Columbia com mais de 350 enfermeiros em 41 hospitais canadenses revela que o desejo de sair do emprego é maior entre os profissionais que apenas presenciaram ocasiões em que seus colegas foram maltratados, comparado a desistência dos que sofreram a agressão. [Equipe ASN, Tatiane Virmes]</p>
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		<title>Abuso sexual também pode causar transtornos alimentares</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Oct 2012 12:37:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ASN Noticias</dc:creator>
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		<category><![CDATA[abuso]]></category>
		<category><![CDATA[transtornos]]></category>

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		<description><![CDATA[As consequências de um abuso sexual na vida da vítima são inúmeras. No caso de Sophia*, 20 anos, a bulimia foi a forma mais aparente em que o trauma se manifestou. Dos doze aos quatorze anos, Sophia sofreu com o abuso sexual vindo por parte do próprio pai. “Não sabia que o que acontecia dentro&#x2026; <a href=http://quebrandoosilencio.org/2012/10/05/abuso-sexual-tambem-pode-causar-transtornos-alimentares/>read more &#xbb;</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_902" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://quebrandoosilencio.org/2012/10/05/abuso-sexual-tambem-pode-causar-transtornos-alimentares/abuso-sexual-e-transtornos-alimentares/" rel="attachment wp-att-902"><img class="size-medium wp-image-902" title="Abuso sexual e transtornos alimentares" src="http://quebrandoosilencio.org/files/2012/10/Abuso-sexual-e-transtornos-alimentares-300x185.jpg" alt="" width="300" height="185" /></a><p class="wp-caption-text">A bulimia é uma forma de fugir da dor causada pelo abuso. Foto: Amanda Flores</p></div>
<p><em>As consequências de um abuso sexual na vida da vítima são inúmeras. No caso de Sophia*, 20 anos, a bulimia foi a forma mais aparente em que o trauma se manifestou.</em></p>
<p>Dos doze aos quatorze anos, Sophia sofreu com o abuso sexual vindo por parte do próprio pai. “Não sabia que o que acontecia dentro da minha casa era um caso clássico de abuso sexual. Acreditava que os toques eram carinhos normais, por mais que eu sentisse repulsa”, diz Sophia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com a mesma idade em que os abusos começaram, a menina desenvolveu bulimia nervosa. Essa doença é um transtorno alimentar em que o indivíduo quer emagrecer, mas tem momentos em que come exageradamente e depois se utiliza de métodos purgativos equivocados para tentar se livrar das calorias adquiridas. O mais conhecido desses métodos é o vômito provocado. O surgimento de um distúrbio como esse não tem uma causa definida, podem ser fatores sociológicos, psicólogicos, hereditários e também, como qualquer outro transtorno psicológico, pode não existir uma causa aparente e coerente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na época, Sophia achava que o único motivo que a levava a vomitar e se preocupar excessivamente com o peso era o simples fato de querer emagrecer. Após iniciar um tratamento terapêutico, aos dezenove anos, a garota descobriu que os motivos que a levavam a tal ato excediam a vaidade, e o abuso sexual teve uma contribuição importante para o seu transtorno alimentar. Sophia não queria ter curvas de mulher e odiava cada milímetro do seu corpo, pois sentia que era sua a culpa de o abusador se atrair por ela. Por esse motivo, ela buscava a magreza. “As curvas são atrativas aos abusadores, e a bulimia me auxiliava a fugir disso”, conta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sophia só descobriu a relação entre o transtorno e o abuso após receber alta do tratamento para a bulimia. A garota diz ter ficado surpresa quando descobriu mais esse fator de contribuição para o distúrbio alimentar. O psiquiatra Celso Garcia, coordenador do Grupo Interdisciplinar de Assistência e Estudos em Transtornos Alimentares (Geta) da Unicamp, explica que algo tão íntimo nunca é revelado logo nas primeiras consultas. Ou seja, até que o paciente resolva falar sobre o assunto, outras hipóteses já foram cogitadas para as causas do transtorno alimentar. Sendo assim, quando a relação do abuso é estabelecida, isso causa surpresa no paciente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Garcia explica que o abuso é uma ferida muito intensa na vivência da sexualidade de um indivíduo. Então, todas as teorias que relacionam o transtorno alimentar com a constituição da feminilidade, com a saúde mental do sujeito do ponto de vista da sexualidade, vão considerar esse evento como algo realmente importante. Outro fator a ser levado em consideração é quando o abuso vem da parte de um familiar. “A figura do pai, do padrasto, do tio sofre um trauma no momento em que aquela paciente vivencia uma violência sexual, e nos transtornos alimentares é muito comum relações familiares desorganizadas, confusas, com instabilidade emocional”, explica o psiquiatra.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Após sete anos convivendo com a bulimia, Sophia conseguiu superar a doença. No entanto, o abuso é algo com que vem tentando lidar aos poucos. “Sair de casa foi a única solução e me desfazer de todo o laço que havia com a pessoa [o pai]. Não convivo, não faço nem recebo visitas, assim como telefonemas. Apesar de ser um membro importante da minha família, rompi completamente com os laços”, diz Sophia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Além da bulimia, a garota carrega consigo uma série de consequências por causa do abuso. “Não consegui me firmar em compromissos onde havia figuras masculinas que exerciam autoridade tais como estudo e trabalho. Tive problemas sérios quanto à sexualidade. Ter uma relação sexual era uma crise, pois eu sempre me lembrava do abusador: toque, cheiro, palavras”, confessa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para superar o transtorno alimentar, Garcia explica que a paciente tem que entender que existe um outro caminho. A pessoa não precisa se tornar doente ou bulímica para lidar com determinados traumas. O psiquiatra também salienta a importância de procurar ajuda profissional para que o indivíduo possa entender e lidar com suas feridas emocionais. [Equipe ASN, Pâmela Meireles]</p>
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		<title>A marca não cicatrizada</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Sep 2012 20:09:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ASN Noticias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[abuso; denúncia]]></category>

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		<description><![CDATA[Marcela sofreu abuso sexual por um membro da família. Anos se passaram, mas até hoje ela sofre com as consequências da agressão. Vinte e cinco anos de vida. Porém, muita história para contar. História que poderia não existir. Marcela* sofreu abuso entre os oito e dez anos de idade. O agressor? Alguém que ela menos&#x2026; <a href=http://quebrandoosilencio.org/2012/09/26/a-marca-nao-cicatrizada/>read more &#xbb;</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_898" class="wp-caption alignleft" style="width: 209px"><a href="http://quebrandoosilencio.org/2012/09/26/a-marca-nao-cicatrizada/abuso-qs-unasp/" rel="attachment wp-att-898"><img class="size-medium wp-image-898" title="Marca não cicatrizada" src="http://quebrandoosilencio.org/files/2012/09/abuso-qs-unasp-199x300.jpg" alt="" width="199" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Se não for submetida ao tratamento adequado, a criança pode carregar marcas até sua fase adulta. Foto: Amanda Flores</p></div>
<p><em>Marcela sofreu abuso sexual por um membro da família. Anos se passaram, mas até hoje ela sofre com as consequências da agressão.</em></p>
<p>Vinte e cinco anos de vida. Porém, muita história para contar. História que poderia não existir. Marcela* sofreu abuso entre os oito e dez anos de idade. O agressor? Alguém que ela menos esperava: seu tio, com cerca de 45 anos – a pessoa que a tratava bem e sempre lhe dava muitos presentes. Devido a sua mãe ter muitas atividades para realizar e sua casa ser um pouco distante, Marcela sempre ficava com a irmã mais nova na casa da tia. Era a tia preferida, os primos mais próximos&#8230; e um tio que ela nem imaginava.</p>
<p>Em uma tarde de sábado, mais uma vez a casa dos tios era o destino. A tia da garota estava na rua conversando com uma vizinha, juntamente com a irmã de Marcela. A menina ficou em casa com alguns amigos dos primos e o tio. Em poucos minutos, as pessoas foram indo embora, até que ficaram somente Marcela e o tio. A menina ficou debruçada sobre a janela olhando para a rua, onde estavam a tia e a irmã. Até que foi surpreendida com carícias que nunca havia recebido antes. E o silêncio da garota foi exigido pelo tio naquele momento.</p>
<p>Abuso verbal, abuso sexual, ameaças, tudo foi se intensificando daquele dia em diante. Muitas visitas àquela casa ainda vieram depois daquele dia. E toda vez que Marcela ficava sozinha com o tio, a menina tentava passar o tempo na rua até a tia retornar. Porém, não era sempre que conseguia. Na maioria das vezes, permanecer muito tempo fora de casa gerava algumas consequências para Marcela. O tio contava à mulher que a menina havia passado o tempo todo na rua, e a tia, por sua vez, “dedurava” Marcela para a mãe. Aí vinha a surra.</p>
<p>Foram quase dois anos sem ninguém desconfiar de nada, mesmo com a mudança de comportamento da garota: simpatia, alegria e espontaneidade foram perdidas. Passou a ser tachada pela família de mal-educada por não cumprimentar ou conversar com o tio. O abuso durou até poucos meses antes de completar dez anos. Com o tempo começou a ter noção das coisas e já tinha mais resistência para evitar os momentos que poderiam causar o fato.</p>
<p>Marcela nunca falou para ninguém. Por causa das ameaças do agressor, dizendo que seus pais não entenderiam e que nunca iriam amá-la se ela contasse, ela sempre teve medo de revelar o que se passava.  A única vez que tentou dizer à mãe foi em vão; não teve ajuda ou palavras de conforto da parte dela. Pelo contrário, levou a culpa do ocorrido e não foi levada a sério. A partir desse dia, o relacionamento entre elas mudou completamente, e tiveram um difícil convívio por 11 anos.</p>
<p>A psicóloga Alessandra Silva, que é especializada em violência doméstica praticada contra crianças e adolescentes, explica que é importante o apoio da família quando a criança revela esse tipo de situação. Isso traz segurança e demonstra que ela não está sozinha para enfrentar o problema. “É importante saber que crianças raramente inventam situações de abuso sexual”, ressalta.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>As marcas deixadas -  </strong>No caso de Marcela, os abusos cessaram, porém as consequências ficaram. Por ouvir palavras tão duras da mãe, ao ponto de ser inferiorizada, ela até chegou a ser a melhor aluna da classe, a fim de trazer reconhecimento e orgulho. Somente aos 16 anos a situação se agravou. Ela ficou mais depressiva, melancólica e se afastou dos amigos, o que resultou em uma queda brusca em seu rendimento escolar. A orientadora educacional percebeu a mudança de comportamento, porém só teve certeza de que algo estava errado ao analisar uma redação sobre abuso. Através dela, a professora pôde perceber que, mesmo implicitamente, a aluna passava para o papel a sua realidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com isso, Marcela foi obrigada a tentar, mais uma vez, explicar todo o ocorrido para a mãe, que ficou de revelar o caso ao pai. Só anos mais tarde Marcela ficou sabendo que o pai desconhecia do assunto. Então Marcela resolveu ela mesma expor a situação, porém, depois desse dia, nunca mais ele tocou no assunto.</p>
<p><a href="http://quebrandoosilencio.org/2012/09/26/a-marca-nao-cicatrizada/abuso-sexual/" rel="attachment wp-att-897"><img class="size-medium wp-image-897 alignleft" title="Abuso sexual" src="http://quebrandoosilencio.org/files/2012/09/Abuso-sexual-300x225.png" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A vida continua &#8211; </strong>Ao longo dos anos, Marcela teve muitas recaídas e pioras em seu comportamento. Sua situação se agravava cada vez mais por ter que conviver com o agressor, já que ele faz parte da família. Era um incômodo acompanhado de um peso com sensação de culpa e inferioridade. Nada lhe fazia mudar de ideia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As coisas melhoraram depois que começou a fazer terapia. Começou tarde: apenas aos 21 anos. Chegou a interromper o tratamento, que só voltou a ser feito aos 24 anos quando foi estudar em outra cidade. A terapia ajudou na melhora do relacionamento com a mãe, e aos poucos Marcela sente que as coisas estão se encaixando. Mas ela acredita que nunca irá ficar cem por cento boa. Sente-se insegura, tem pesadelos, não consegue ficar sozinha em algum lugar, pois isso remete a algo ruim. E ela ainda tem um certo bloqueio em relação à imagem masculina.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Os abusos jamais são esquecidos, mas é possível ter o sofrimento minimizado através da escuta especializada”, garante a psicóloga.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Levar o caso à tona</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Alessandra explica que o abuso, em todos os seus aspectos, não era algo falado há 10 anos por meios de comunicação, em escolas ou universidades. Porém, mesmo hoje havendo muita informação e debates sobre o tema, ainda não há o número suficiente de denúncias. Ela acredita que os números cairão se o tema for trabalhado de forma preventiva com as crianças e adolescentes. Isso se pode conseguir ao fazê-los entender a diferença entre um carinho e um toque abusivo. Assim, eles podem ter segurança de contar a alguém para se tomar uma atitude.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Marcela nunca denunciou o agressor por causa da família. Até hoje, apenas seus pais e a irmã sabem o que aconteceu. Ainda assim, ela acredita que seja necessário denunciar, mas muitas vítimas não o fazem devido ao julgamento e preconceito que sofrem por parte das pessoas. “Somos tratados como meras vítimas ou como anormais. E, às vezes, as pessoas passam anos carregando o mesmo peso que eu carreguei por não se sentirem seguras ou amadas o suficiente para dividir isso com alguém”, desabafa. [Equipe ASN, Jéssica Guidolin]</p>
<p>*<em>Nome fictício</em></p>
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